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Investir na primeira infância: a melhor escolha de um país

Prêmio Nobel da Economia apresenta estudo sobre a importância do investimento na primeira infância

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Qual o momento da vida em que mais se aprende? Segundo estudiosos, a fase dos zero aos seis anos é tida como uma das mais importantes para o desenvolvimento do ser humano. É neste período que começam a se moldar as primeiras estruturas cerebrais que estabelecem as bases do desenvolvimento físico, intelectual e psicossocial da criança. 

Investir no desenvolvimento da primeira infância é primordial para que a criança se torne um adulto capaz de conduzir com autonomia a sua vida, e também contribui para combater a desigualdade social e outros problemas relacionados. A tese é do vencedor do prêmio Nobel de Economia no ano 2000, o americano James Heckman, que palestrou no fórum Os desafios da primeira infância – Por que investir em crianças de zero a 6 anos vai mudar o Brasil? 

O evento, realizado no dia 25 de setembro, em São Paulo, foi organizado pelas revistas EXAME e Veja, e contou com o apoio da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, da Fundación Femsa e da United Way Brasil. Além do economista, executivos de grandes empresas e representantes de instituições sociais dialogaram sobre o tema.

James Heckman, professor emérito da Universidade de Chicago (EUA), criou métodos científicos para avaliar a eficácia de programas sociais e vem se dedicando aos estudos sobre a primeira infância — para ele, um divisor de águas. 

Durante sua apresentação, James falou sobre os impactos que a atenção à primeira infância pode representar para o desenvolvimento de um país. Segundo ele, investir nessa etapa da vida pode garantir aumento de até 60% na renda da população e reduzir problemas de baixa escolaridade, mortalidade infantil, desigualdade social e violência. “É um dos melhores investimentos que se podem fazer — melhor, mais eficiente e seguro do que apostar no mercado de ações americano.”, destacou Heckman.

O economista ressaltou que até os seis anos de idade a criança aprende em ritmo bastante acelerado e isso será valioso para toda a vida. Porém, pontuou que essa fase que costuma ser negligenciada, especialmente por famílias que não recebem orientações adequadas sobre os desafios e cuidados com a criança nesse período. Também frisou a falta de boas creches e pré-escolas. “Países que não investem na primeira infância apresentam índices de criminalidade mais elevados, maiores taxas de gravidez na adolescência e de evasão no ensino médio, e níveis menores de produtividade no mercado de trabalho”, alertou.

Luiz Rielli, diretor executivo do Instituto AES, participou do fórum. Para ele, a disseminação desse estudo pode favorecer o aumento nos investimentos e nas políticas públicas voltadas para esse público. “Sabemos que as intervenções na primeira infância contribuem com o desenvolvimento e a autonomia das crianças, e repercutem, diretamente, no futuro do nosso país. Por isso, é necessário que Governo, setor privado e sociedade civil se unam em prol desse compromisso”.

Instituto AES e a valorização da primeira infância

Apoiadas pelo Instituto AES, as duas unidades do Centro Educacional Infantil Luz e Lápis, localizadas em São Paulo, atendem, gratuitamente, crianças de 1 a 5 anos e 11 meses, em situação de vulnerabilidade social.

Para garantir o desenvolvimento integral da primeira infância, os CEIs adotam a linha socioconstrutivista, que tem como objetivo desenvolver a capacidade da criança de observar, descobrir, pensar e agir. Essa proposta pedagógica tem como princípios o respeito à dignidade e aos direitos das crianças: o direito ao brincar; o acesso aos bens socioculturais disponíveis; a socialização e o atendimento aos cuidados essenciais. Em 30 anos, mais de oito mil crianças já foram atendidas pelo CEI Luz e Lápis.

O Instituto AES foi criado em 2016 para impulsionar a inovação social, viabilizando novas soluções de energia e de geração de renda que provoquem transformações positivas na vida das pessoas e das comunidades. Por meio de projetos inovadores de formação do cidadão promove o protagonismo e a autonomia de crianças e jovens.

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