Sustentabilidade

Mudanças climáticas

O que o Brasil está fazendo pelo clima?

País anunciou que, até 2030, pretende reduzir em 43% sua emissão de gases causadores do efeito estufa e, ainda, zerar o desmatamento ilegal. Para organização formada por cientistas de todo o mundo, meta é “mediana”

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Às vésperas do final do prazo para divulgar sua INDC (Contribuição Intencional Nacional Determinada), o Brasil subiu no palanque da ONU, durante a Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável, e anunciou sua contribuição na luta contra as mudanças climáticas: até 2030, o país pretende reduzir em 43% sua emissão de gases causadores do efeito estufa.

A meta leva em conta os níveis de 2005, quando o Brasil emitiu 2,03 bilhões de toneladas de CO2 equivalente. O que significa que, caso consigamos cumprir os prazos, em 15 anos estaremos lançando 1,15 bilhão de toneladas de CO2e na atmosfera – contra as 1,5 bilhão de toneladas que foram emitidas em 2013.

Como? Zerar o desmatamento ilegal no país e aumentar para 45% a participação das fontes renováveis na matriz energética nacional estão entre as estratégias do governo para que o Brasil atinja sua meta de redução de emissões até 2030.

BOM, MAS NÃO SUFICIENTE
Apesar de ser considerada ousada, em comparação com as INDCs de outros grandes emissores mundiais, a proposta brasileira desapontou os especialistas nacionais, que acreditam que o país está longe de explorar todo o seu potencial de redução de emissões com ganhos econômicos – tanto no setor de agricultura de baixo carbono e restauração florestal, quanto na área de energias renováveis.

Internacionalmente, a opinião é a mesma. A organização Climate Action Tracker, formada por cientistas climáticos de todo o mundo, divulgou análise em que avalia as INDCs de 19 países que, juntos, respondem por 71% das emissões globais. A conclusão? Com as metas que levarão para a COP 21, onde será definido um novo acordo climático global, os governos não conseguirão limitar o aumento da temperatura do planeta a 2°C até o fim do século, como recomendou o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas).

A meta brasileira foi apontada pelos cientistas como “mediana”, assim como a de países como China e Estados Unidos. Apenas Etiópia e Marrocos – que, juntos, respondem por só 0,3% das emissões globais –, apresentaram propostas consideradas “suficientes”, enquanto os planos de ação de Canadá e Rússia, entre outros seis países, foram classificados como “insuficientes”.

Quer ficar por dentro dos próximos capítulos dessa história climática? Não deixe de acompanhar nosso site de sustentabilidade!

Conheça também a Declaração de Compromissos para Mudanças Climáticas da AES.

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