Sustentabilidade

Novos negócios

Por que é vantajoso ter geração distribuída?

O cliente que optar pela geração distribuída ocupará o papel de protagonista no mercado

A+ A-

* Por Rogério Jorge

Já não é novidade para ninguém que o setor elétrico passa por uma grande transformação. As renováveis, somadas ao ágil desenvolvimento de novas tecnologias, tornam-se cada vez mais vantajosas e competitivas. O desafio não é o de somente oferecer o melhor produto ao exigente cliente 3.0, mas o de também promover uma boa experiência. Isso envolve uma proposta direcionada às necessidades das empresas, levando em consideração a busca constante por sustentabilidade e inovação, compromisso com a eficiência e a previsibilidade dos custos.

Neste cenário, o interesse por geração distribuída (GD) vem crescendo bastante. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apontam que, até 2024, a quantidade de estabelecimentos comerciais abastecidos com energia solar deve pular de três mil para quase 80 mil, o que representará um acréscimo de carga de 783 MW de potência instalada.

O potencial de irradiação solar no Brasil é gigantesco nas regiões nordeste, sudeste e centro-oeste. Os custos, que antes eram quase proibitivos, caíram 300% nos últimos oito anos e há hoje no mercado novos modelos de negócios que não requerem dos clientes nenhum investimento antecipado.

A resolução normativa 687/2015, da ANEEL, estabelece que as unidades de uma mesma rede de varejo podem ser atendidas por uma única planta de GD. Então, para empresas que têm um grande volume lojas, a solução de geração distribuída tem se apresentado como sendo a mais competitiva.

Esse segmento de cliente de baixa tensão não tem a opção de ir para o mercado livre. Ou seja, ele não tem a liberdade de negociar o preço e está exposto às bandeiras tarifárias, ambos definidos pela agência reguladora. Levando em consideração todos os reajustes no preço da energia e incertezas políticas e econômicas de um país como o Brasil, os empresários encontram muita dificuldade em saber quanto pagarão de energia no futuro, e a GD é uma alternativa estratégica para resolver essa questão.

Existem os casos nos quais, além dos benefícios financeiros, há também o interesse de honrar os compromissos de sustentabilidade já assumidos e de aumentar a participação de renováveis em sua matriz energética. Diversas empresas de grande porte e de presença global enxergam o Brasil como local estratégico para alcance das suas metas ambientais. 

Por essas razões, as empresas procuram no mercado um contrato adequado e com uma boa experiência. Riscos existem para todos, em todas as propostas, mas os principais motivadores da geração distribuída - inovação, energia renovável e eficiência e previsibilidade de gastos -, devem, sim, ser considerados antes de uma tomada de decisão tão importante como é o de fornecimento de energia para uma Companhia. O cliente que optar pela geração distribuída agora é quem ocupará o papel de protagonista no mercado.  Não importa qual a área de atuação, os negócios sempre precisarão de uma energia segura, limpa e de qualidade.

Rogério Jorge é o Diretor de Relacionamento com o Cliente da AES Tietê

Notícias relacionadas

Novos negócios

A boa hora da energia solar

AES Tietê adquire o segundo complexo solar neste semestre

Novos negócios

Os desafios da energia solar fotovoltaica no Br...

AES Tietê apresentou seu portfólio de produtos e estratégia de crescimento em fontes renováveis durante o ...

Novos negócios

Energia em Foco - O futuro da energia é renovável

Novas tendências no setor energético

Houve um problema no envio da mensagem.
Por favor, tente novamente.