Sustentabilidade

Mudanças climáticas

Um acordo climático para chamar de nosso

Após 20 anos de negociações, 195 países e a União Europeia definem, nos arredores de Paris, durante a COP 21, aquele que talvez seja o documento mais importante do século XXI: o primeiro acordo climático mundial legalmente vinculante da história, que define como a humanidade combaterá o aquecimento global daqui para frente

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“Hoje nós podemos olhar nos olhos de nossos filhos e netos e dizer que demos as mãos para fazer um planeta mais habitável”, celebrou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no encerramento da COP 21, a 21ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, que aconteceu em Paris entre 30 de novembro e 12 de dezembro.

A comemoração é legítima. Às 19h26 do sábado, na capital francesa, mais precisamente dentro do parque de exposições de Le Bourget, sob uma prolongada salva de palmas, o presidente do evento, Laurent Fabius, bateu o martelo para o primeiro acordo climático global legalmente vinculante da história.

O documento de 321 páginas determina que seus 195 países signatários, mais a União Europeia, atuem juntos para que a temperatura média do planeta fique “muito abaixo dos 2ºC” recomendados pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e “preferencialmente limite-se ao aumento de 1,5ºC” até o fim do século.

E mais: o Acordo de Paris define que, a partir de 2020, os países ricos têm o compromisso de garantir o financiamento de, ao menos, US$ 100 bilhões por ano para ações de combate às mudanças climáticas em nações em desenvolvimento.

Por ser legalmente vinculante, o documento deve virar Lei em todos os países signatários a partir de 22 de abril de 2016, quando estará disponível para assinatura na sede da ONU, em Nova York. No entanto, o acordo ainda não prevê punições às nações que descumprirem suas condições.

UM BOM RESULTADO?
O documento foi muito comemorado, afinal é a primeira vez que os governos de todo o mundo reconhecem que as emissões de gases do efeito estufa precisam ser desaceleradas e assumem a responsabilidade de reduzi-las.

No entanto, há uma brecha preocupante: o acordo não determina datas nem meios para os países fazerem isso. Tudo o que está definido por enquanto são as NDCs, contribuições voluntárias para a redução de emissões, apresentadas pelos governos na COP 21 e oficializadas no Acordo de Paris.

Entre os cientistas que fazem parte de organizações envolvidas com o tema - como o Greenpeace, WWF e Observatório do Clima - é consenso: se somados, esses compromissos voluntários assumidos pelas 195 nações e União Europeia estão longe de ser suficientes para barrar o aumento da temperatura entre 1,5ºC e 2ºC.

A esperança está nas revisões do documento, marcadas para acontecer a cada cinco anos, que podem definir metas e prazos mais concretos, obrigando os países a assumir compromissos mais ousados.

Ou seja, o primeiro passo rumo à transição para uma economia de baixo carbono foi dado, mas é preciso arregaçar as mangas e pressionar os governos para que a caminhada seja concluída. 12 de dezembro de 2015, dia do encerramento da COP 21 e da assinatura do acordo climático global legalmente vinculante, tem tudo para ser o começo de uma nova era, mas o caminho ainda é longo.

NOSSA LIÇÃO DE CASA
Conscientes da relevância do assunto para o desenvolvimento sustentável e de seu impacto nos negócios, as empresas AES colocaram o tema Mudanças Climáticas, há alguns anos, na sua agenda.

Buscamos disseminar conhecimento sobre o assunto para nosso público interno e externo e reportamos, anualmente, as emissões de gases de efeito estufa do Grupo, assumindo metas para reduzi-las.

Além disso, participamos de iniciativas empresariais no setor climático – como CDP (Carbon Disclosure Project) e EPC (Empresas pelo Clima) – e nos envolvemos nos debates a respeito da contribuição do setor elétrico para a redução das emissões do Brasil.

E tem mais! Para reforçar a importância estratégica do tema nos negócios da AES, lançamos recentemente nossa Declaração de Compromisso para Mudanças Climáticas: conjunto de normas que norteia nossas ações, rumo a uma economia de baixo carbono - juntamente com a cadeia de valor, parceiros e demais empresas do setor. Confira o documento na íntegra!

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